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O leilão de imóveis não é mais nicho: R$ 420 bilhões negociados em 2025

Publicado em 02/10/2026

Leilão de imóvel já foi sinônimo de nicho: um punhado de investidores experientes garimpando editais que quase ninguém mais lia. Os números mais recentes do setor mostram outra realidade. Segundo reportagem da Forbes Brasil, publicada em julho de 2026 e baseada em dados levantados pela SPY Leilões — empresa do setor, não um órgão estatístico oficial —, o Brasil registrou 299.732 leilões em 2025, movimentando R$ 420 bilhões, com desconto médio de 37,3% sobre o valor de avaliação.

Vale deixar claro desde já: esse número vem de uma fonte privada do próprio mercado de leilões, repercutida por veículo jornalístico — não é estatística de CNJ, Banco Central ou IBGE. Ainda assim, é o retrato mais recente e abrangente disponível sobre o tamanho desse mercado, e vale como contexto para quem está decidindo entrar nele agora. Esta matéria reflete os dados publicados até julho de 2026.

Forbes Brasil / SPY Leilões, jul/2026

1. Os números de 2025 e 2026

  • 299.732 leilões registrados em 2025, movimentando R$ 420 bilhões
  • Prazo médio de 45 dias entre a publicação do edital e a realização do leilão — um ciclo curto se comparado ao tempo de uma venda tradicional
  • No primeiro semestre de 2026, 116.600 leilões: alta de 25,1% sobre o mesmo período do ano anterior

37,3% — desconto médio registrado nos leilões de imóveis no Brasil em 2025 em relação ao valor de avaliação, segundo a SPY Leilões, citada pela Forbes Brasil

Um crescimento de mais de 25% em um único semestre, sobre uma base que já somava quase 300 mil leilões no ano anterior, é o tipo de curva que muda a natureza de um mercado: deixa de ser um canal alternativo e passa a competir, em volume, com fatias relevantes do mercado imobiliário tradicional.

Contexto

2. O que está por trás do crescimento

A reportagem associa a expansão do volume de leilões a um cenário de juros elevados e aperto de crédito no país — com a Selic ainda em patamar historicamente alto no período, mesmo após reduções pontuais —, combinado a um nível recorde de inadimplência entre consumidores e empresas. Esse cenário tem efeito direto sobre o funil de leilões:

Mais volume não é sinônimo de mais oportunidade fácil. Significa mais editais para filtrar, mais imóveis ocupados ou com pendências na matrícula misturados aos bons lotes, e mais investidores — atraídos pelo mesmo desconto médio de 37% — disputando os lotes de maior qualidade. Escala maior exige triagem mais cuidadosa, não menos.

Na prática

3. O que isso significa para quem começa agora

Para quem avalia entrar nesse mercado, o dado de 37,3% de desconto médio é um ponto de partida — mas é uma média, não uma promessa. Ela mistura imóveis de alto padrão em capitais com lotes de baixa liquidez em cidades pequenas, imóveis ocupados com desocupados, editais com documentação limpa com editais que escondem penhoras acumuladas. Dois imóveis com o "mesmo desconto de 37%" no papel podem ter riscos e liquidez completamente diferentes na prática.

O recado é duplo:

  • O volume de oportunidades cresceu de forma real, o que amplia o leque de escolha
  • Exatamente por isso, garimpar sem um processo de triagem e diligência documental ficou mais custoso em tempo e mais arriscado — a concorrência por bons lotes também aumentou

É esse filtro — separar o desconto real do problema com desconto — que descrevemos em "Quais os maiores riscos de uma arrematação?" e que o Radar de Leilões aplica, cidade a cidade, aos lotes em andamento.

Quer saber quais oportunidades existem hoje na sua região, já filtradas por risco? Fale com a nossa equipe.

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